O kit de sobrevivência do músico

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O kit de sobrevivência do músico

Comprar o instrumento é apenas o primeiro passo para entrar nesse mundo sensacional da música. Há alguns itens que não podem faltar no cinto de utilidades de qualquer músico, seja ele iniciante ou experiente. É sobre isso que vamos falar nesse artigo.

Em primeiro lugar, uma ressalva: apesar de alguns dos itens citados neste artigo poderem servir para músicos que tocam outros instrumentos, a ideia aqui foi abordar principalmente os itens indispensáveis para quem toca violão, baixo   ou guitarra. Vamos à nossa lista:

Bag ou Case: o seguro do seu investimento

case guitarra
as plataformas usam um algoritmo de “normalização de loudness”. 

Certa vez ouvi que seguro de carro  é como roda. Carro anda sem roda? Não. Então, também não anda sem seguro. Todo mundo deveria se lembrar disso. Mas alguns, infelizmente, aprendem isso da forma mais amarga. Quando sofre um acidente ou, pior, quando o carro é roubado.

Os bags e cases são a mesma coisa: uma espécie de seguro do seu investimento. Veja só: é natural que, a partir do momento em que seu repertório passe a contar com algumas músicas, você pense em levar seu violão para uma festa ou churrasco.

Afinal, uma rodinha de violão é uma grande curtição, não apenas para o músico, mas também para os amigos. Pode ser num bar, numa chácara, na praia. Lugares excelentes para reunir amigos e curtir a vida.

Mas, convenhamos,  não são exatamente os melhores lugares do mundo para carregar seu violão. Água, umidade, calor excessivo, areia, pessoas passando e esbarrando. E o coitado do seu instrumento no meio disso tudo, contando com você para ajudá-lo a sobreviver a todos esses  perigos.

Enquanto o instrumento está sendo usado, tudo bem. Certamente está nas suas mãos, que sabe como tratá-lo com carinho. Mas, e depois que a cantoria acabou? Onde você vai deixá-lo? É nessa hora que ter um bag ou um case pode evitar acidentes sérios. Afinal, um instrumento de madeira sobre uma mesa, próximo da piscina ou apoiado numa cadeira em uma festa cheia de gente pode não ser uma boa ideia.

Tendo seu bag ou seu case, fica bem mais fácil: assim que você acaba de tocar, pode guardar o instrumento num local adequado. 

Aliás, mesmo em casa é preferível guardar o instrumento num bag ou num case do que deixá-lo sobre a cama ou a mesa. Mas quais as diferenças entre um bag e um case?

BAG

A tradução de bag é bolsa. É exatamente isso: uma bolsa com o formato aproximado de um instrumento e que serve para transporte e proteção do mesmo. A vantagem do bag é que ele é leve, super prático e, dependendo do modelo, tem alças que permitem que você carregue seu instrumento nas constas, como uma mochila.

Os modelos de bags mais em conta são bastante frágeis, feitos num tecido fino e que oferece pouca proteção. Já os modelos mais caros contam com camadas de materiais mais resistentes a choques e por isso oferecem mais proteção contra tombos e batidas, além de uma certa proteção térmica. 

Entretanto, os bags tem suas limitações. Por exemplo: numa viagem de avião, se seu violão estiver em um bag, é altamente recomendável que ele seja levado como bagagem de mão. Assim como, deixar seu instrumento dentro do carro num dia de calor pode ser muito prejudicial se ele estiver guardado em um bag.

CASE

A tradução de case é estojo. Também chamado de hard case, ou estojo duro, ele é uma caixa feita de material rígido e, sem a menor dúvida, é o acessório que melhor protege seu instrumento contra o calor, umidade e impactos. Um bom case é garantia de proteção do seu instrumento por muitos e muitos anos e, apesar de ser mais difícil de transportar do que o bag, este acessório pode prolongar em muito a vida útil de seu instrumento.

Agora cabe a você escolher entre um bag ou um case, levando em conta tudo o que discutimos acima. Mas uma coisa é certa: sem um deles, seu instrumento corre riscos de danos muito maiores.

Shit happens. Tenha sempre cordas de reserva

Aí você está no churrasco gastando seu repertório, todo mundo cantando junto, você sendo o centro das atenções. De repente…TAAAAAU! Estoura uma corda! Fim de papo. Não dá para continuar. Ou, se dá, já não é mais aquela alegria toda. Ter cordas de reserva ou não é a diferença entre acabar a rodinha de violão ou parar por três minutos e voltar ao show. Cordas estouram, meu amigo. Essa é uma verdade da qual nenhum violonista, guitarrista e até mesmo para baixistas, aqueles sortudos que tocam um instrumento com cordas bem mais grossas e resistentes. 

O correto é ter um jogo completo e trocar todas elas, mesmo que apenas uma tenha estourado. Mas tem muita gente que tem apenas a primeira corda, conhecida como mizinho pois, como ela é a mais fina, normalmente é a que estoura com mais frequência. Existem até mesmo jogos de cordas que já vem com dois mizinhos, pensando na possibilidade de ela estourar antes que as demais. Então, não se esqueça: acrescente um jogo de cordas ao seu cinto de utilidades.

Afinador. Garantia de um som redondo.

Quando você está começando a tocar, é comum que seus ouvidos não estejam treinados para identificar uma ou mais cordas desafinadas. Mas a desafinação prejudica demais a qualidade do som. É curioso: você está tocando certo, no ritmo certo, fazendo a posição corretamente e ainda assim, alguma coisa não está legal. São enormes as chances de o seu instrumento estar desafinado. 

Então, ter um afinador à mão é fundamental tanto para músicos iniciantes quanto para os experientes. Afinal, por mais experiência que você tenha para afinar sem a ajuda de um afinador, ainda assim você vai precisar de silêncio para afinar corretamente.

E, convenhamos, silêncio não é exatamente a coisa mais fácil de se conseguir no meio de um churrasco. Hoje em dia existem afinadores que operam sentindo a vibração do instrumento. Basta prendê-los no braço e eles vão lhe mostrar se você deve apertar ou soltar as cordas. E não custam caro. Portanto, lembre- se de acrescentar este item também a seu cinto de utilidades. Ah! E vale lembrar: tenha sempre uma bateria sobressalente para o seu afinador.

Palheta. Você ainda vai querer usar uma.

No mundo das palhetas, como em tantas coisas na área da música, não existe certo ou errado. Tem gente que prefere tocar com os dedos e tem gente que prefere tocar com palheta. Aliás, tem gente que toca uma música com os dedos e outra com palheta. Tem até gente que toca a mesma música usando os dedos e a palheta.  Mas tem uma grande diferença entre os dois: dificilmente você vai esquecer de levar seus dedos para um luau. Portanto, ter sempre uma palheta em seu bag ou em sua carteira permite que você possa tocar algumas músicas com mais conforto. Há uma infinidade de tipos e modelos de palhetas. Elas podem variar em:

Estes dois últimos são fundamentais para definir uma das características mais importantes das palhetas: sua flexibilidade.
Não pretendemos aqui ditar um manual que diga qual palheta deve ser usada em cada situação. Cada músico se adapta melhor a um tipo. Mas uma coisa é certa: a palheta também faz parte do cinto de utilidades do músico.

Capotraste. Todos os tons em um único tom.

Não sei exatamente como ou porquê. Mas esse acessório super útil deve ter sido inventado por algum músico iniciante.  Porque, para um músico que ainda não sabe um grande número de acordes ou não consegue transpor (mudar de tom) com facilidade, é simplesmente a salvação da lavoura.

O capotraste ou capo é uma espécie de presilha que permite que você mude o tom do violão. Digamos que você só sabe tocar a música num determinado tom porque você sabe tocar apenas os acordes naquele tom. Com o capotraste você pode fazer os mesmos acordes com o mesmo formato e o tom vai mudar, de forma a permitir que a música seja tocada no tom de quem vai cantar. Super engenhoso e prático.

Evidentemente que músicos experientes utilizam o capo também para buscar novas sonoridades, mas aí já é um segundo passo. 

Então, finalmente, inclua no seu cinto de utilidades um capo.

Resumindo: cinto de utilidades do músico

  • Bag ou case

  •  

    Cordas de reserva

  •  

    Afinador

  •  

    Palheta

  •  

    Capo

Um abraço e bom som!

Escrito por Ricardo Cecchi

Escrito por Ricardo Cecchi

Sócio fundador do Grave Online, responsável pela pós produção, (mixagem e masterização) das gravações e baterista nas horas vagas.

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