produção musical

As 5 etapas (mais significativas) do processo de produção musical.

As 5 etapas (mais significativas) do processo de produção musical.

Nada de errado quando precisamos compreender as noções BÁSICAS de algum assunto, afinal, “ninguém nasceu sabendo”. Vamos tratar do assunto PRODUÇÃO MUSICAL desde o início até o fim, destacando as 5 etapas que são determinantes para todo o processo. Composição, Gravação, Mixagem, Masterização e Distribuição Digital.

PRIMEIRA ETAPA - COMPOSIÇÃO

Em primeiro lugar, vamos pela ordem dos eventos, em primeiro lugar (e talvez o mais valoroso) temos o compositor/autor que entra nessa história com a ideia da letra e música, afinal de contas, tudo começa com uma ideia. Com a composição realizada, entra em cena o arranjador, lapidando o talento do compositor, buscando a “forma” estética desejada.
Com a música arranjada (e preferivelmente escrita em forma de cifra ou partitura) chega a hora de “entrar” no estúdio para as gravações.

SEGUNDA ETAPA - GRAVAÇÕES

No estúdio é responsabilidade do produtor, do artista, dos músicos, dos técnicos, dos assistentes e seja lá de quem for o incumbido de fazer o café, executar todas as devidas tarefas da produção musical com maestria. Em outras palavras, muitos detalhes podem ajudar nessa hora, cordas novas para o violão e a guitarra, afinador sempre a mão, paciência, bom humor e (por favor) pausas para o café, afinal todos precisam “descansar” um pouco os ouvidos.

O QUE É INDISPENSÁVEL NESSA ETAPA:

Capturar (gravar) todos os instrumentos e vozes com a devida interpretação. 

Portanto, essa é uma questão obrigatória, pois mesmo com todos os recursos que temos a disposição, a interpretação no exato momento da gravação, seja dos músicos assim como dos cantores, é única e insubstituível.

Ou seja, é algo que será audível perfeitamente na master final e nas plataformas digitais quando for entregue.

Depois de tudo gravado, seguindo o trabalho de produção musical, nós que vivemos em plena era digital, podemos fazer fruto destas incríveis ferramentas.

Copia, cola, arrasta daqui, empurra pra lá, afina os vocais, conserta a virada da batera (eu que já fui baterista, conheço bem esse recurso).

produção musical

TERCEIRA ETAPA - MIXAGEM

Tudo gravado, tudo editado, bora mixar.

Tudo gravado, tudo editado, bora mixar. Mas o que é a mixagem, afinal? Não importa quantos canais foram gravados, pode ter apenas 1 canal ou (hoje em dia, tudo é possível) 200 canais, a mixagem vai fazer a mistura entre todos eles, equilíbrio de volume e frequências.

São inúmeros detalhes que se somam para obter o resultado esperado da produção musical.

VALE DESTACAR NESTA ETAPA:

Usando todas as ferramentas que temos disponível, compressores, equalizadores, reverbs, delays, é trabalho do engenheiro de mixagem decidir e escolher de que forma vai esculpir o som que foi gravado, para alcançar a ideia/proposta artística da produção musical.

QUARTA ETAPA - MASTERIZAÇÃO

Pense na masterização como sendo uma “cola”, ligando e melhorando sonoramente a mixagem. A sessão de masterização é o último passo criativo do processo de produção musical de um fonograma.

É a última chance da música obter uma qualidade sonora superior e por ser a última etapa.

Pode-se dizer que é a mais influente de todas. Isso significa que precisa de alguém com habilidade para fazer sua master.

produção musical masterização
Pense na masterização como sendo uma "cola", ligando e melhorando sonoramente a mixagem.

MERECE UM DESTAQUE:

  • O engenheiro de masterização analisa o som de uma forma geral e decide se pode dar um polimento geral para alcançar um brilho maior.
  • Volume e pressão sonora (por favor engenheiros de mixagem, parem de se preocupar com isso).
  • A Masterização direciona a música para a forma estética final, fazendo ser melhor apreciada pelo público alvo.
  • Compila todas as faixas de um álbum fazendo com que sejam sonoramente coerentes e a transição entre faixas suave.
  • Nomear corretamente todos os dados da música e do artista, que servirão de “TAGS” para busca assim como o código ISRC.

Pode parecer “redundante” em relação a Mixagem e talvez seja por isso que é difícil explicar de uma forma sucinta o que é Masterização.

É a última injeção de “vida” na música? É a compressão final que estamos acostumados a ouvir nas músicas que tocam nas rádios? É uma notável ajuda para fazer com que a música “soe” mais “dramática” e emocionante? Sim, a masterização é tudo isso. E um bom engenheiro de Master pode surpreendê-lo ainda mais.

MIXAGEM x MASTERIZAÇÃO

Quando temos algum assunto bem complicado e difícil de explicar, uma alternativa bacana é recorrer a uma analogia. Pois bem, então vamos definir a diferença entre Mixagem e Masterização assim:

Imagine que vai construir um carro. Você precisa montar e encaixar todas as peças pra fazer o carro funcionar. 

Essa é a Mixagem em uma produção musical: juntar todas esses elementos de forma correta no lugar certo.

Depois da montagem, imagine que você precisa de fato usar o carro para uma viagem. Você vai até o lava-car pra deixar tudo limpo e brilhando, coloca óleo de motor e gasolina.

Deixa o carro lindo de fazer inveja e pronto pra pegar estrada. Essa é a Masterização.

A masterização também é responsável pela conversão da música para ser melhor apreciada em diversos meios de execução: rádios, CD,  YouTube, Spotify, SoundCloud, iTunes, Discos de Vinil, etc.

DETALHE IMPORTANTE:

Já disse que não importa quantos canais tem na sessão de mixagem, o resultado (quase) sempre é um único arquivo ESTÉREO (exceções são mixagens surround e mixagem em “stems”, podemos tratar do assunto em outro artigo). 

É esse arquivo estéreo que deve ser encaminhado para a Master.

Efetivamente a distribuição digital e física da música pode ser considerada a etapa que encerra o ciclo, envolvendo, artes gráficas, marketing, publicidade, promoções, etc. 

QUINTA ETAPA - DISTRIBUIÇÃO DIGITAL

A distribuição digital é a última etapa da nossa lista do processo de produção musical.

É o momento onde se disponibiliza sua música para o ouvinte, ou seja, distribuição digital é a ponte entre todo o processo de produção musical e seus fãs.

Vamos traçar um paralelo entre o “mundo antigo” dos CDs e essa nova forma de se consumir música através do download e do streaming, neste tecnológico “mundo novo”.

“Há muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante…” o engenheiro de Masterização era o responsável por “queimar” um CD (físico) matriz ou fazer uma imagem exata do CD em arquivo digital, que se chama “DDP Image”.

Este CD físico ou a DDP image eram encaminhados para a fábrica de replicação de CDs (assim como os arquivos contendo a capa e outros documentos).

Depois de cerca de 30 dias os CDs ficavam prontos e você tinha que arrumar um certo espaço para guardar todas aquelas caixas até conseguir distribuir em lojas, vender nos shows, dar de presente para os amigos e família, etc.

Algumas caixas dessas ainda existem para contar essa história.

Este CD físico ou a DDP image eram encaminhados para a fábrica de replicação de CDs (assim como os arquivos contendo a capa e outros documentos).

A distribuição digital do seu single ou álbum é bem rápida. Algumas plataformas disponibilizam conteúdo quase que imediatamente outras levam até duas semanas.

De qualquer forma, é praticamente metade do tempo que precisava esperar pela chegada dos CDs.

Além disso, todo o processo é feito online, diretamente nos agregadores, vamos listar aqui os principais

  • CD Baby
  • Tratore
  • TuneCore
  • Ditto Music
  • Loudr
  • Record Union
  • MondoTunes
  • Reverbnation
  • Symphonic
  • iMusician
  • The Orchard (somente gravadoras)
produção musical distribuição digital
Algumas plataformas disponibilizam conteúdo quase que imediatamente outras levam até duas semanas.

Todas essas empresas tem valores e condições distintas. Pesquise o que funciona melhor pra você, afinal, um caso difere do outro.

O Grave Online também disponibiliza a Distribuição Digital como um produto para seus clientes, facilitando muito essa tarefa para os artistas que preferem contratar essa assessoria.

Assim como a Distribuição Digital, o Grave Online também oferece o serviço de geração do Código ISRC da sua produção fonográfica, item obrigatório para todos os fonogramas, afim de disponibilizar suas músicas nas plataformas de venda e streaming, mais uma vez, facilitando a vida dos seus clientes.

Escrito por Ricardo Cecchi

Escrito por Ricardo Cecchi

Sócio fundador do Grave Online, responsável pela pós produção, (mixagem e masterização) das gravações e baterista nas horas vagas.