masterização

Não se esqueça da Masterização. O trabalho não acaba na mixagem

Não se esqueça da masterização. A mixagem não é a fase final do processo.

A masterização é talvez, na cadeia de produção musical, a etapa envolta em maior mistério. Constantemente me deparo com compositores, músicos e artistas perguntando porque eles precisam masterizar suas músicas. 

Neste texto, vamos dissecar razões para você se importar e enviar suas mixagens a um bom engenheiro de masterização.

Mas a Masterização é importante?

Reconhecer o quão importante é uma boa masterização, vai fazer com que suas músicas soem melhor, mais equilibradas e com o loudness adequado (volume). O resultado final será mais agradável aos ouvidos, tanto seus como dos seus fãs.

Em primeiro lugar,  as primeiras coisas: o que é masterização em apenas uma linha:

“A masterização é a última chance de fazer com que sua música alcance a melhor qualidade que ela pode ter”.

Então vamos investigar mais a fundo a função da masterização e seu papel nessa que é a última etapa da produção musical antes que a canção seja entregue ao ouvinte.

DICA QUENTE!

Não deixe de assistir esse vídeo!

O que? Como? Quando usar? O assunto de hoje é MASTERIZAÇÃO!

Para que você não tenha mais dúvidas sobre o assunto e compartilhe com quem precisa, o Ricardo Cecchi, diretor de pós-produção do Grave Online, registrou esse conteúdo MASTER sobre masterização!

Dê o play e confira!

1 - Padronização para as especificações técnicas, inclusive volume, dos agregadores e das plataformas digitais de venda e streaming de música.

masterização para serviços de streaming
as plataformas usam um algoritmo de “normalização de loudness”. 

Ainda existe um mito de que o objetivo da masterização é tornar uma música o mais alto possível. As pessoas (ainda) acreditam que isso é necessário para manter sua música competitiva em relação às outras.

No entanto, graças à popularidade das plataformas de streaming, este não é mais o caso e o fim da “guerra de loudness” está bem próximo.

Hoje em dia, as plataformas usam um algoritmo de “normalização de loudness”.  A ideia é boa. Uma vez que as “playlists” estão se tornando a forma mais comum de se consumir música, a “normalização de loudness”, faz com que todas elas tenham um volume aproximado.

Dessa forma, você pode escutar um Jazz e um Heavy Metal na mesma playlist sem precisar ajustar o volume entre faixas no seu aparelho de som.

Um dado importante:  o algoritmo de normalização dos streamings baseia-se na na faixa dinâmica dos fonogramas. Isso quer dizer que, se você  masterizar sua música com compressão e limiter “apertados” para ela fique o mais alta possível, isso pode acabar fazendo com que ela fique  mais baixa do que outras faixas, Por isso, temos uma nova máxima, “A dinâmica é o novo loudness”.

2 - A masterização melhora a experiência auditiva

Se você gravou seu álbum em casa, durante vários meses, testando equipamentos e instrumentos, experimentando e aprendendo técnicas, talvez suas primeiras mixagens soem diferentes das últimas.

Isso é totalmente normal. No entanto, pode não ficar legal se as músicas estiverem com uma timbragem ou volume muito diferentes umas das outras.

Situações assim podem causar uma certa estranheza aos ouvintes, comprometendo a fluidez do álbum, dando chance para “afastar” seu fã em potencial. 

Ou seja, pode fazer o ouvinte “passar sua música pra trás” com um simples movimento de dedo –  o que é muito fácil hoje em dia.

Portanto, com uma boa masterização, você aumenta sua competitividade. E nós todos sabemos: a meta é fazer o usuário ouvir suas músicas até o fim e ainda adicioná-la a uma playlist para voltar a ouvir depois.

Essa é uma das funções do engenheiro de masterização. É trabalho dele encontrar uma maneira de fazer todas as músicas do álbum fluírem juntas como uma peça coesa.

Para fazer isso, ele equilibra os níveis entre faixas, utilizando recursos como equalizadores e compressores. O processo de masterização tornará seu álbum uma experiência muito mais atraente e agradável.

boa experiência auditiva após masterização

3 - Um par de orelhas a mais, batalhando com você para alcançar o melhor som possível

Qualquer mixagem pode se beneficiar da opinião de um engenheiro de masterização. Depois de ouvir a mixagem, dezenas ou até centenas de vezes, seus ouvidos estarão adaptados ao material.

Podem, portanto, ser tendenciosos. Este momento é perigoso, pois alguns problemas podem passar despercebidos.

Felizmente, o engenheiro de masterização pode detectar esses problemas e corrigi-los antes que alguém os ouça. Além do processo de masterização em si, eles geralmente fornecem feedbaks sobre a mixagem, o que permite que você possa melhorar e rever alguns pontos mais delicados.

Isso não apenas melhorará sua mix, mas também fará com que você aprenda algumas manobras e técnicas, tornando seu trabalho cada vez melhor, e incorporando novos procedimentos e estratégias às suas futuras mixagens.

4 - Não existe monitoração nem espaço acústico perfeitos

Existem muitas opções de monitores no mercado para usar em seu home estúdio, assim como as diferentes possibilidades de tratamento acústico da sua sala de gravação e/ou mixagem.

De qualquer forma, mesmo que você tenha um par de monitores ótimos e que tenha caprichado no tratamento acústico de sua sala, problemas continuarão a existir. É claro que devemos estar atentos para minimizá-los. 

Porém infelizmente neste quesito, não é possível alcançar 100% de eficácia. 

Seguindo o mesmo princípio da audição da mix no carro, que muitos de vocês já devem utilizar, o engenheiro de masterização profissional tem uma sala projetada e monitores adequados. Como já dissemos,  pequenas questões acústicas continuarão a perseverar.

Mas só o fato de ter uma pessoa treinada, analisando sua música em uma sala e com monitoração diferentes da sua, pode ser a melhor solução para detectar qualquer problema que até então não tenha sido identificado.

Por exemplo, veja qual dessas perguntas você já se fez:

duvidas-masterizacao
  • Qual a medida dos graves? Será que está bom assim ou posso colocar mais?
  • Qual a medida dos agudos? Será que está bom assim ou posso colocar mais?
  • E o equilíbrio entre graves e agudos?
  • Como faço para ampliar meu campo estéreo e tornar minha Mix “maior”?
  • Devo comprimir mais?
  • Devo comprimir menos?
  • O volume final está bom?
  • Aqui no estúdio está bacana, será que vai ficar assim quando tocar nas plataformas?

Depois do processo de masterização, onde todas essas perguntas serão respondidas, sua  auto-confiança vai ficar fortalecida, pois você terá a certeza de que alcançou o potencial máximo na sua arte.

5 - É a etapa mais barata de todas

Comparativamente falando, o trabalho de masterização é o mais barato em relação às outras etapas da produção. Mesmo gravando em casa, o processo de captação, edição e mixagem demandam muito mais horas de trabalho árduo. E não é novidade:, o tempo é nosso bem mais valioso.

A masterização é rápida perto das outras etapas. Isso faz com que ela tenha excelente relação custo benefício. Além do que, um profissional gabaritado pode ter uma tabela especial para músicos independentes, viabilizando a finalização do projeto.

6 - Nem todo mixer realiza uma boa master

Um engenheiro de mixagem não é o mesmo que um engenheiro de masterização. Claro que podemos encontrar engenheiros incríveis que podem mixar e masterizar. Porém preciso ressaltar: são poucos os que podem fazer as duas coisas com excelência.

Um bom mixer pode fazer uma mixagem super bacana e dar um “tiro no pé” ao tentar fazer a masterização, resultando numa deterioração da mix.

A mixagem trata principalmente dos detalhes, uma visão microscópica em cada track individual e a relação entre eles. Pequenos aperfeiçoamentos somados e a coerência entre eles, fazem uma mix incrível.

Muitos grandes engenheiros de mixagem usam esses tratamentos individuais para alcançar equilíbrio tanto tonal quanto de volume, o que é uma abordagem distinta da masterização na busca desses mesmos elementos. A masterização é o tratamento do “todo” a visão geral da música.

Normalmente o engenheiro de masterização direciona seus ouvidos não para os detalhes, mas procura ouvir como qualquer outro consumidor de música. Ele faz isso procurando por impressões similares às que as pessoas terão quando estiverem ouvindo  a canção no Spotify,  por exemplo.

Por isso, o próprio posicionamento dos monitores é diferente numa sala de masterização. Nesse ambiente, eles ficam mais distantes, como se alguém estivesse curtindo um som na sala da sua casa.

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A mixagem trata principalmente dos detalhes, uma visão microscópica em cada track individual e a relação entre eles. A masterização é o tratamento do “todo” a visão geral da música.

Conclusão

  • Não é fácil passar por todo o processo de produção musical e chegar feliz ao final. 
  • Tenha paciência, 
  • Pesquise na internet por informações, 
  • Não permita que dúvidas atrapalhem seu progresso, 
  • Inscreva-se  em cursos, 
  • Procure por profissionais de masterização especialistas em cada segmento, 
  • Analise portfólios, 
  • Converse com vários candidatos até escolher o que se encaixa melhor ao seu projeto.

Lembre-se:  a própria natureza de um projeto musical faz com que tenhamos que enfrentar várias dificuldades. Apesar disso, nunca foi tão fácil gravar, mixar, masterizar e disponibilizar suas músicas para o público.

Escrito por Ricardo Cecchi

Escrito por Ricardo Cecchi

Sócio fundador do Grave Online, responsável pela pós produção, (mixagem e masterização) das gravações e baterista nas horas vagas.

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